angle-left null Evento “LOADING”: Presidente do IHRU faz balanço do PRR
31 jul 2026

O Presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU), Benjamim Pereira, participou no evento “LOADING”, dedicado à apresentação do ponto de situação da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do 10º e último pedido de pagamento à Comissão Europeia. A iniciativa decorreu na Fundação Champalimaud, na passada terça-feira, e foi organizada pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal.

Benjamim Pereira integrou o painel intitulado "Dimensão 2 - Território e Mobilidade - Onde as Pessoas Vivem e Como se Movem", que reuniu entidades executoras e decisoras para debater o impacto dos investimentos na transformação dos territórios e da mobilidade, bem como os desafios associados à fase final de implementação do PRR.

Na sua intervenção, sublinhou que “apesar da ambição dos objetivos do PRR definidos inicialmente, os resultados alcançados são muito positivos, pois as metas e marcos previstos serão integralmente cumpridos”. Até ao final do ano, está prevista a conclusão e entrega de 31 mil habitações, um resultado que classificou como "um feito que se deve à alavanca do PRR e às inúmeras alterações promovidas ao longo do processo".

Contudo, Benjamim Pereira destacou que "os valores aportados pelo PRR representam nesta altura pouco mais de 10% do volume financeiro canalizado para a habitação, pelo que o investimento no setor não termina com o PRR. Há um conjunto de mecanismos preparados e ao dispor dos portugueses e do IHRU para continuar a construir habitação em Portugal".

Neste contexto, acrescentou que “até ao final de 2030 temos de ter construídas mais de 75 mil casas, sendo que a carência de habitação acessível identificada nas Estratégias Locais de Habitação é de 150 mil. O nosso objetivo só pode ser um: tornar a experiência do PRR catalisadora e continuar a construir habitação para os portugueses nas suas várias vertentes”.

A encerrar a sua intervenção, Benjamim Pereira apelou ao envolvimento de toda a sociedade na resolução de um desafio estrutural, defendendo que “o problema da habitação não se resolve apenas com a ação direta do Estado, mas com as sinergias criadas pelo novo pacote legislativo que vai permitir a participação do setor privado, de modo a que construindo mais casas e aumentando a oferta se possa nivelar e estagnar o aumento dos preços”.